Do fim das aulas

É um dos dias mais felizes na vida de qualquer criança: o último dia de aulas, que é como quem diz, o primeiro dia das férias “grandes”. Entre os mais velhos, contam-se aqueles que por excesso de anseio têm o relógio sincronizado com a toque de saída. Desses foi audível a contagem decrescente como se uma passagem de ano se tratasse. As passas, as taças de champanhe e os votos de um bom ano, foram substituídos por emoção genuína igualmente ruidosa: urros e interjeições várias.

Para os mais novos, a quem dois meses e meio de férias corresponde a 2 anos adultos, é tempo de fechar os cadernos, colocar livros numa estante refundida do alçapão lá de casa, para daqui a uns anos se juntar tudo numa caixa de cartão, para passados outros tantos se recordar as primeiras frases e as primeiras contas.

Agora, é o silêncio das campaínhas, os lápis que ficam por afiar, as mochilas escondidas atrás dos móveis que é nelas que coloca todo o simbolismo dessa entidade sagrada chamada “escola”. É a alegria, a temperança ou as lágrimas ao ver o nome na pauta seguido de uma série de números que nos indicam não só a qualidade do que ficou para trás, mas antes que avaliam a qualidade das férias. Podem muito bem ser diretamente proporcionais ao número de vezes que se irá à praia, à quantidade de gelados que serão comidos e as horas agarrados às consolas de entretenimento.

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