O mundo precisava de mais um Homem-Aranha? Não, mas agradecemos o novo Peter Parker.

Nos últimos anos, estimulado pelas novas tecnologias que provocaram uma verdadeira orgia de produções cinematográficas até aqui impensáveis, temos assistido a emancipação de tudo o que é super-herói. Definitivamente, se há algum que ainda não saltou das pranchas de banda-desenhada para o grande écran, foi porque ainda não calhou. Já dá para encher uma prateleira de DVD todos alinhadinhos: Hulk, Homem de Ferro, Thor, X-Men, Capitão América, Quarteto Fantástico, Catwoman (nunca o vi mas dizem que é dos piores filmes de sempre), Ghostrider (coisinha tão má e ainda vão fazer um segundo), HellBoy, Demolidor, Watchmen, The Punisher, Batman, Super-homem, Wolverine e até o Lanterna Verde (tão fraquinho).

Em 2002, chegou a vez do Homem-Aranha. Depois do primeiro ainda saíram mais dois. Apenas, dez anos depois, não havendo pretexto para fazer uma sequela, faz-se tudo outra vez a partir do zero em The Amazing Spiderman. Encontramos novamente uma aranha radioativa que dá super poderes a um jovem franzino. Mais uma vez assistimos ao assassinato do tio Ben, por culpa do herói da história que se automutilará emocionalmente até ao fim dos seus dias. Mais uma vez a criação do fato, a descoberta dos poderes e como lidar com eles, a criação do fluído de teia, o fazer gato-sapato do bruta montes lá da escola, ser perseguido pela polícia e por aí fora.

Será que o mundo precisava de outro filme do Homem-Aranha? Daqui a 15 anos talvez. Agora, ainda é cedo. Mas atenção, o filme não é mau. É divertido, bem-disposto, dinâmico e com efeitos especiais muito bem conseguidos. Conta ainda com algumas diferenças curiosas na história relativa ao primeiro filme. Temos uma Gwen Stacy (gira comó raio que a parta) em vez de uma Mary Jane Watson. Temos a classe de Martin Sheen e Sally Field como tios de Peter Parker. Temos Rhys Ifans, um dos atores mais fixes do planeta que é uma pena não ter um papel que lhe permita expor a sua capacidade para o exagero. De qualquer forma, o moço galês já tinha deixado bem claro em Anonymous que é ator para se levar a sério.  Temos a preocupação em saber o que aconteceu afinal aos pais de Peter Parker (aspeto até aqui sempre deixado de fora). E sobretudo, temos um novo Peter Parker. E disso sim, o mundo precisava. Tobey Maguire é um ator sem sal, um caga tacos,  desprovido de sentido de humor, e quase de certeza, com músculos a menos na face do que a maior parte das pessoas, porque a expressão facial dele é paupérrima. Andrew Garfield é cool, tem piada e tem mais do que uma cara, até tem várias. Ora, os puristas do Spiderman dizem que ele é demasiado cool para aquilo que Peter Parker era nos livros de quadradinhos (realmente nunca me lembro de o ver andar de skate) e que Tobey Maguire é muito mais fiel ao verdadeiro Peter Parker.

Assim, o filme não é mau, mas não fazia falta nenhum. Mas ficamos agradecidos por um novo Peter Parker. E talvez até o Spiderman seja mais Amazing.

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