Do alto do Bairro até ao Sodré, p’los Brando Fel

Nos anos 90 ser adolescente era poupar os trocos possíveis para, chegando o fim de semana, estoirar tudo em copos no Bairro Alto. Nessa altura, as noites de sexta e de sábado ficavam sentadas no passeio da rua junto ao Mezcal, com um copo de cerveja na mão, dois shots já no bucho e os ocasionais primeiros cigarros cravados aos turistas. E era ser livre até perto das duas da manhã, altura em que se voava escada abaixo para chegar a tempo do último comboio para Sintra às 2h07.

Até hoje, o Bairro Alto em canção, aos meus ouvidos, era casado com o Carlos do Carmo e com o Palma. O bairro aos seus amores tão dedicado, o tal feito a lápis de cor e que tem sempre lugar para mais alguém, estava proibido de ser letrado e melodiado por outros. Os Brando Fel atreveram-se. “É preciso ter lata!”, julguei. Mas ainda bem que ainda há quem a tenha, porque o Bairro Alto já merecia descer até ao Cais do Sodré.

O “Bairro Alto” dos Brando Fel começa na subida da Glória, passando e parando em todo o lado (todo mesmo) para beber e obedecer ao ritual de encontrar este e aquele. O último copo é no Tóquio e, se o corpo não aguentar, é arranjar pernoita na Pensão Amor.

O caminho para os Brando Fel começa aqui http://www.brandofel.com/ e merecerá paragem e atenção em breve…em todo o lado.

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