Do Sol e da Drago

Sol,

lá porque hoje estás animado e ereto, não penses que me esqueço do que aconteceu nos últimos dias. Não penses que me ausento da ideia de que tive de estender a roupa dentro de casa, do ridículo que senti ao usar óculos escuros e guarda-chuva em simultâneo e dos arrepios de frio que senti depois de me constipar à conta de uma carrinha de caixa aberta me ter oferecido uma poça de água inteirinha e de me ter banhado da cabeça aos pés no dia em que decidi calçar os meus novos allstar. Mais te informo que sei o que fizeste o verão passado e já ando para aí a ouvir umas coisas do que irás fazer no próximo e não estou a achar graça nenhuma.

Ana Drago, 

tenho saudades de te ver na tv, de ouvir a tua dicção sexy nas rádios e de ter fantasias com as tuas fotos nos jornais. Tenho pena que as revistas cor de rosa não vejam em ti o mesmo potencial que eu vejo. Fosse eu a mandar, tinhas sempre dois ou três paparazzi a fustigar a tua vida privada só para nos trazer fotos de ti a fazer tricot ou a marchares de mochila às contas em mais uma manifestação contra o ruído das escovas dos limpa para-brisas.  Dizes-me qualquer coisa em breve? Nem que seja para dizer que vais mudar de partido ou uma cena assim. Até lá, aqui ficam as minhas juras de amor eterno.

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