“Ter sido raptado por extraterrestres foi a melhor coisa que me aconteceu”, Matthew McConaughey

44 anos, nascido em Uvalde, Texas. Mede 1m83, calça 44 e torce pelo Aimar Futebol Clube. Diz que a coisa mais louca que fez na vida foi ter bebido vinho quente enquanto jogava Farmville. Pintou a sanita à pistola durante 5 dias. A entrevista exclusiva ao Diário Cabeceirense, conduzida por Adriano Correia, teve lugar na pensão “Up yours” de 2 estrelas da Michelin, às portas de Los Angeles.

A fama ainda o incomoda ou já se habitou?

As pessoas são quase sempre simpáticas comigo, mas às vezes não é fácil. Quando a coisa aperta muito chego-lhe um bocadinho de Halibut.

O Diário Cabeceirense elegeu-o como “o melhor ator do ano”. O que lhe parece?

All right, all right, all right! Parece-me bem entregue (risos). Cheguei a pensar que era este o ano de Keanu Reaves, mas depois ele fez aquela coisa dos Samurais…

Qual coisa dos Samurais?

Esqueça. Não vai querer saber.

É verdade que chegou a meter os papéis para a Cientologia?

É verdade, sim. Nessa altura dava-me muito com o Tom Cruise e o Travolta. Eu andava à procura de um novo rumo para a minha vida e precisava de um empurrãozinho na minha carreira. Cheguei a meter os papéis, mas em boa hora a Katie Holmes me disse que a Cientologia é como os produtos da Herbalife: aquilo é tudo uma tanga. Fiz amor com ela nessa noite.

Sahara, As minhas adoradas ex-namoradas, Como despachar um encalhado, Como perder um homem em 10 dias, são apenas alguns dos filmes de merda que fez. E, de repente, começa a fazer coisas de qualidade. True Detective, O Lobo de Wall Street e, naturalmente, O Clube de Dallas. Quer explicar às pessoas como é que isto aconteceu?

Fui raptado por extraterrestres.

Desculpe?

Fui raptado por extraterrestres. Ou por acaso pensa que tive um súbito ataque de talento? Acho que há por aí muito boa gente a achar isso, mas a verdade é esta. E foi a melhor coisa que me aconteceu.

Quer contar-nos essa experiência?

Não me lembro de muito. Recordo-me que estava em casa a encomendar 200 gramas de fiambre no Amazon. De repente, salta-me um pop up com um gaja muito boa toda nua. Cliquei. Só me lembro de estar sentado numa máquina feita de alumínio, muitas luzes a piscar à volta, e de ter um montão de tubos ligados a mim. Aquilo devia ser uma espécie de lipoaspirador porque me chuparam os músculos todos. Fiquei que parecia um pinto calçudo. Mas as criaturas verdes que lá estavam – simpáticas, por acaso – disseram que era o preço a pagar para ser um bom ator. Pelos vistos deu resultado.

Como eram esses seres?

Gente boa, pá, gente muito boa. Não percebo esse medo dos ET’s. E são parecidos connosco, tirando os três olhos, cinco braços e duas pilas.

Como é que sabe que eles têm duas pilas?

Não quero falar sobre isso.

Planos para o futuro?

Gostava de roubar o lugar ao Ben Affleck no próximo Batman, mas acho que ele está muito bem encaminhado. Não sei, é possível que O Clube de Dallas tenha uma sequela, talvez agora passado em Atlantic City.

O que é que dizem os seus olhos?

(silêncio) Nota-se muito que estive a snifar?

 

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