A festa dos Antónios, o engenheiro informático e o monhé

“O PS teve hoje uma grande vitória, uma grande vitória eleitoral. (palmas) Em menos de um ano, esta é a segunda vitória consecutiva do PS. Duas eleições, duas vitórias. (palmas) Por isso, o significado político é absolutamente claro e inequívoco para todos: há um vencedor – o PS – há um derrotado – o governo, o PSD e o CDS. (buéda palmas e PS! PS! PS!)”

Assim falou António José Seguro há menos de 48 horas. Podem confirmar no youtube, está tudo lá. Eu, com estas coisas, não brinco.

Nesse dia, eu tinha comido muitas gomas e, estando embriagado de açúcar, acreditei que o Toninho Seguro tinha razão, era uma questão de matemática afinal de contas. Depois vieram os analistas todos a dizer o mesmo: tendo em conta os níveis pornográficos de abstenção, só se podia considerar que um real vencedor, o pitbull Marinho Pinto. Nessa altura, eu já tinha misturado álcool com gomas, já via grilos enormes e girafas azuis a dançar ao som do Stayin’ Alive, portanto até me podiam dizer que ia ser aumentado que eu engolia tudo. Hoje já se fala em congressos extraordinários do PS, pondo-se em causa a expressividade da vitória de domingo, logo, a liderança do partido. Está visto, se isto fosse a fase de grupos do mundial o PS tinha ganho jogo, mas só recebia 1 ponto como se de um empate se tratasse. Já se chamou uma empresa de catering e já só falta a faca de trinchar para o António Costa comer o Toninho às fatias.

Eu sempre achei que o Toninho Seguro tinha ar de nerd, de engenheiro informático, de professor de matemática indigesto. Dá-me ideia que está sempre com prisão de ventre ou com um silício no escroto. Um discurso enfadonho e demagógico de zeros e uns. Agora querem lá meter o monhé. Os monhés têm coisas boas: trabalham até tarde em lojas que têm um pouco de tudo, são ótimos a arranjar telemóveis e basta dizer no máximo duas vezes que não queremos comprar flores ou óculos faiscantes que eles bazam sem parecerem chateados.

Já toda a gente sabia que isto ia acontecer, assim como toda a gente percebe que a vitória do PS nas próximas legislativas está no papo. Mais não fosse, porque toda a gente sabe que o António Costa é benfiquista. Não sei como é que o Ricardo Costa (o meio-irmão diretor do Expresso) vai gerir a coisa, mas estou curioso.

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