Do clima de coerção da prática sexual entre jovens

ng2551294

Estava eu a praticar o coito, quando decidi fazer um intervalo para comer qualquer coisa, fumar um cigarro e para ler uma notícia que andava a adiar. Os meus vizinhos agradeceram porque a cama estava a ranger muito e, às vezes, o site que uso para praticar o coito tem gajas que fazem um gemido medonho tipo ovelhas a balir (não tenho outro remédio porque eu sou feio como tudo e tenho uma pilinha muito pequenina). O Público avança os resultados de um estudo (aqui) que revela que há um clima de coerção na prática entre jovens relativamente ao sexo anal. O estudo foi feito em Londres (onde as gajas são feias como tudo) com base em 130 entrevistas (uma amostra muito humilde para este estudo merecer muito crédito) a jovens situados entre os 16 e os 18 anos (eh pá, deixem lá os moços descobrir a sua sexualidade).

Eu andava a evitar falar sobre isto, mas depois de ler o artigo e de lhe ter dedicado um período de reflexão (foi o tempo de calçar umas meias), sinto-me forçado a avançar com as merecidas considerações.

Primeiro, sou completamente contra a coerção sexual seja a que nível for. Repudia-me este tipo de comportamentos. Só me parece admissível em situações extremas, tipo, quando ela não quer. Aí não há nada a fazer, tem mesmo de ser na base da imposição.

Segundo, não compreendo porque este artigo está incluindo na secção “Actualidade” uma vez que o Público tem uma secção rotulada de “Guia de Lazer”. Vós atinai, editores.

Terceiro, é mencionado que “o risco de transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) é raramente referido”. Nem sei para quê esta conversa. Toda a gente sabe que no sexo anal não se apanha doenças, confirmou-me já um médico cubano.

Quarto, ficamos igualmente a saber que “os rapazes falam entre si sobre o tema e gabarem-se por terem feito sexo anal”. É tanga. Eu tenho amigos gays e nunca ouvi nenhum a enaltecer-se por isso. “Eu hoje levei no bujão! Toma, vai buscar! E tu continuas feito menino a preferir pipis, não?”. Nunca.

Quinto, citando “a penetração anal é mesmo descrita por eles e por elas como tendo acontecido acidentalmente”. Eu também já usei essa do “foi de sem querer” várias vezes, mas só resultou uma. Ela era muito gorda e estava habituada a que os homens se desorientassem.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s