Vítima de stalking? Tás a sério?

De todas as carnes do guisado musical made in tugal se há uma que eu ponho sempre na borda do prato é a dos UHF. Talvez lá (muito) para trás eles tenham sido ilustres lusitanos de corrida a bater cascos pela rua do Carmo acima e a matar com o olhar garotas com rabo-de-cavalo e saias de pregas. A imagem de “os Doors portugueses” (risos!) ficou atolada na lama dos anos 80 e não sei o que dizer sobre a esfregona trigueira que o António Manuel Ribeiro insiste em usar na cabeça quando sai à rua. Portanto, fica aqui atestado mais um odiozinho de estimação meu, uma carne gordurosa que nem gindungo esconde o sabor a ranço. Diz que a partir de agora o casamento forçado e o stalking vão dar cadeia. Acho bem, a sério que acho.

Começa a chuva dos testemunhos de vítimas destes derivados do amor e o primeiro é o António Manuel Ribeiro. Quem? Como? Porquê? Seis anos a ser perseguido? Mas era uma mesmo uma pessoa ou era uma criatura feita de Lego? Mas ela não podia ter escolhido um homem em bom? É por isto que eu digo: não há quem perceba as mulheres. Fica aqui um excerto da notícia avançada pelo Observador (o artigo completo pode ser lido aqui), mas há lá mais coisas engraçadas para ler.

Ela era só uma fã que ia aos concertos todos, mas “revelou-se muito mais que isso”, conta António Manuel Ribeiro. Corria o ano de 2003 e, na altura, o vocalista e líder da banda rock UHF estava a gravar um disco. “Saía dos estúdios e passava na Fnac do Fórum Almada para espairecer. Comecei a reparar que estava sempre lá a mesma pessoa. Um dia apanhou-me num espetáculo, foi atrás do meu carro e descobriu onde eu vivia. No dia a seguir, começou a traçar o plano da minha vida”.

A perseguidora alimentou “a ideia de que todas as minhas músicas eram escritas para ela, de que tudo aquilo que eu fazia era para ela”, revela o músico. “Dizia que havia uma relação entre nós. Eu recebia, no mínimo, 30 sms por hora. Assinava ‘Cristina 82′”. O conteúdo? “Primeiro começou com tentativas de sedução. Dizia que nós éramos únicos, tínhamos de ficar juntos, o nosso destino estava traçado nas estrelas. Depois, foi até à ofensa mais grave, ameaças, do pior que se possa imaginar. Mais do que ordinário”. António Manuel Ribeiro tentou desincentivar o comportamento da fã, mas sem sucesso.

 

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