Eu ainda sou do tempo…

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…em que se vendiam vibradores disfarçados de massajadores faciais. Eu não conseguia perceber por que raio só as mulheres é que precisavam de massajar a face e ter direito a uma “agradável sensação de relaxamento”. Tenho um amigo que chegou a mandar vir uma cena destas para o Dia da Mãe. Nunca vi uma mulher tão contente ao rasgar um papel de embrulho. Foi desde essa altura que passou a ir muito menos à missa. Sempre que a via parecia-me muito bem-disposta.

Estes tonificadores encontravam-se na Maria, na TV Guia e noutras publicações que as donas de casa compravam no quiosque para saber primeiro que toda a gente o que ia acontecer entre a Viúva Porcina e o Sinhozinho Malta. Era gente que lidava mal com surpresas e twists manhosos. Se não sabe quem foram estas duas personagens é porque pertence a uma geração libertina e emancipada, mas com muita tensão acumulada nas maçãs do rosto.

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