Das improbabilidades estatísticas

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Quando eu morava lá para os lados da infância, improbabilidade estatística era conseguir acabar o Street Fighter 2 sem perder nenhum round, cumprir um ditado sem dar erros, receber um convite para a festa de aniversário dos outros meninos da turma, ser o primeiro a ser escolhido para jogar à bola quando fazíamos equipas, descobrir que a minha mãe tinha comprado iogurtes de sabores em vez dos habituais “naturais” ou haver um amigo que nos oferecesse a pastilha do Epá.

Hoje, no bulício e na previsibilidade enfadonha da minha idade adulta, improbabilidade estatística é conseguir ver mais do que três vídeos seguidos no youtube sem ter de mamar com publicidade, ouvir uma música pimba sem acordeão ou passar uma semana sem que a Cristina Ferreira saia na capa de alguma revista.

Tenho medo das improbabilidades estatísticas de quando chegar a altura de andar a roçar o cu no banco de jardim, mas tenho esperança de até lá atingir um estado de graça em que me esteja nas tintas para isso. O mais certo é que chegue mesmo a ter saudades de quando as coisas não eram tão prováveis.

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