Interstellar: o melhor filme do ano

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Eu juro que queria escrever um texto todo gingão, cheio de confettis e rococós, mas não estou capaz. Ainda me sinto muito desorganizado. As três horas são um sopro e o que sobra é a ideia de que alguma coisa de muito grave ali se passou. Quando chegam os créditos finais a sensação é a de termos sido atropelados por um comboio. Interstellar é uma paulada seca e violenta. Eu que sou fã do vocábulo “incrível” sinto que desta vez não é suficiente: Interstellar é um assombro. É um pasmo estético, um mimo visual arrebatador. Mas não se pense que o filme se esgota num soneto perfeito de cor e imagem. Nolan é demasiado inteligente para isso. A dimensão visual serve apenas de amparo irrepreensível para uma história brilhante, contada de uma forma incrivelmente verosímil. Interstellar é o melhor filme do ano. Só é possível aceitar isso depois de o ver e de se ser fustigado violentamente pelo seu peso e valor. É caso para dizer: Nolan, assim também é demais. Eu queria dizer mais coisas bonitas sobre a banda-sonora, os atores, os sons, os silêncios, mas não estou capaz. Foi tudo demasiado intenso. Vou só ali mamar meia garrafa de whisky, sonhar com buracos negros e teorias da relatividade.

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2 thoughts on “Interstellar: o melhor filme do ano

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