A ideia até era boa…

…mas o resultado final é muito fraquinho. Se fosse da Disney, eu dizia que tinham feito isto só para vender bonecos. Fazer um filme com “muita gente” acaba quase sempre mal. Já tivemos exemplos em que isso não foi um problema – Os Vingadores ou Os Guardiões da Galáxia –, mas aqui é tudo feito à pressa. Dá ideia que o filme precisava de mais vinte minutitos na primeira metade para haver tempo de se construir as personagens com mais calma em vez de vê-los a chegar todos ao rebolão como se tivessem atrasados para as aulas.
O filme até está bem integrado no friso cronológico da DC, mas…onde é que eu já vi esta ideia de usar a vinda do Super-Homem como pretexto para alinhavar novas formas de defesa para o planeta?
Depois há a banda sonora que chega a ser preguiçosa. A sério, em quanto filmes é que já foi usado o Sympathy for the devil dos Stones? Chiça penico, acho que até o Adam Sandler já teve direito a isso.
O melhor do filme é mesmo a Margot Robbie (sobretudo vista de trás), mas também tem, de longe, a personagem mais interessante do filme. O Will Smith faz de Will Smith, a Viola Davis faz de Viola Davis e o Jared Leto faz de…sei lá. O rapaz até não está mal, mas porra, não percebo para quê tanto alarido à volta do seu Joker. É perfeito para nos lembrar que o lugar de Heath Ledger é no panteão, junto a um Bela Lugosi ou a um Anthony Hopkins que come pessoas.
O pior do filme é mesmo o vilão. Péssima opção! Péssima! O filme ficou condenado a partir do momento em que decidiram que o lobo mau tinha de ser uma bruxa. Bruxas? Say it ain’t so!
Merece uma sequela? Então não merece! Sobretudo porque é preciso fazer a coisa mas em bom.

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